22/03/2012

O Espírito do Fotógrafo



A eternidade daquele momento
que se grava no olhar…
recordação que se quer guardar.

Arte… sensibilidade de um indigente
que, habilmente,
toca e exprime a alma do momento,
contrariando a efemeridade,
transportando-o para além do tempo.

O indigente que pinta com o olhar,
é o espírito do fotógrafo
que desnuda, acaricia, venera o belo,
ou solta o grito de revolta,
quando o mundo se mostra feio…!

Fotografia… painel de sensações
vividas e sentidas,
como cada qual as vê… sem porquê!





Desafio lançado por:

1 comentário:

JoséManuelBarbosa disse...

Minha Doçura, uma surpresa grande como só tu...! És sabedora, porque me conheces muito bem por dentro e por fora, que nunca me assumi como fotógrafo, ou poeta, ou coisa alguma assim... Apenas um homem de emoções gravadas na pele que através da imagem e das palavras exercita, exorciza e se exterioriza de forma vulnerável, mas implacável, dando um novo sentido às suas sensações, aos sentimentos e às razões do existir. Sem medos ou receios do que quer que seja e também sem falsos pudores ou respeitos humanos tão variáveis como previsíveis. Porque não gosto da previsibilidade dos sentimentos nem do espartilho das emoções controladas, assim disperso e tangível na busca de sentidos...
Um beijo para ti, um beijo daqueles, minha Luísa!